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História do Atletiba

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História do Atletiba

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Atle-Tiba é o confronto entre o Clube Atlético Paranaense, Campeão Brasileiro de 2001 e o Coritiba Football Club, Campeão Brasileiro de 1985, clubes da cidade de Curitiba, PR

 

O primeiro Atle-Tiba oficial considerado válido para as estatísticas se deu em 8 de junho de 1924, no Parque Graciosa, pelo Campeonato Paranaense, em que o Coritiba goleou o Atlético pelo placar de 6 a 3. De acordo com atleticanos, o primeiro confronto teria ocorrido anteriormente, em 20 de abril de 1924, logo após a fundação do Atlético, numa disputa de trinta minutos em que venceu o estreante por 2 a 0. A validade de tal exibição é contestada pois não se tratava de uma partida oficial com noventa minutos de duração.

Inicialmente, a rivalidade tinha base nas origens destes clubes, com cada um deles representando uma camada social, sendo o Coritiba marcadamente o clube dos alemães e o Atlético da aristocracia curitibana.

Com o passar dos anos, a rivalidade foi aumentando, fruto dos inúmeros jogos decisivos que disputaram estes dois rivais, os tornando as maiores torcidas do Paraná.

A primeira vez que o clássico Atle-Tiba decidiu o Campeonato Paranaense de Futebol foi em 1941, com vitória do Coritiba por 1 a 0. Em 1943, o Atlético deu o troco, com duas vitórias por 3 a 2 nos jogos que lhe deram o bicampeonato paranense em 1942/1943 e em 1945 nova vitória atleticana: 2 a 1.

Em 1968, um gol de Paulo Vechio no último minuto deu o empate por 1 a 1 que garantiu ao Coritiba o título deste ano e começou a mudar a história deste clássico. Em 1969, o Coritiba foi bicampeão e o Atlético conquistou o Campeonato Paranaense em 1970.

No período áureo do Coritiba, as vitórias sobre o Atlético foram muitas, no entanto só ocorreram em finais de campeonato nos anos de 1972 e 1978. Curiosamente, tanto a decisão de 1972, quanto os três jogos finais de 1978 (em que ocorreram alguns dos maiores públicos da história deste clássico), tiveram como resultado o 0 a 0. Em 1978, o goleiro Manga garantiu o título para o Alviverde depois de agarrar dois pênaltis, mesmo tendo sofrido uma contusão antes das cobranças. Reza a célebre história que o goleiro do Coritiba enfaixou o joelho que não estava machucado, induzindo os batedores atleticanos a erro.

Outros dois empates, em 1983 (1 a 1) e em 1990 (2 a 2) deram o título para o Atlético, que conquistou mais dois campeonatos em 1998 e em 2000.

Em 2004 os clubes protagonizaram uma emocionante final. No primeiro jogo, vitória do Coritiba por 2 a 1 no Couto Pereira. No segundo jogo, uma brilhante alternância no placar fez com que o título trocasse de mãos 4 vezes durante o jogo, ficando definitivamente com o Coritiba após empate no final da partida. E, em 2005, foi a vez do Atlético conquistar o título ganhando no tempo regulamentar (1 a 0) e depois na decisão por pênaltis, quando venceu por 4 a 2, com um ex-jogador do Coritiba (Lima) fazendo o gol do título para os atleticanos. Após três anos, em 2008 um Atletiba novamente decide o campeonato paranaense, resultando no título para o Coritiba.

No balanço geral do clássico, vantagem para o Coritiba, que possui 133 vitórias, contra 108 do Atlético Paranaense e 105 empates. São 25 vitórias e 53 gols a mais para o Coritiba.

No domingo, dia 20 de fevereiro de 2011 em jogo pelo Campeonato Paranaense e no Alto da Glória, o atleta Nieto, jogador do Clube Atlético Paranaense, marcou o milésimo gol da história do clássico maior do Paraná (foi o 1° gol do rubro negro aos 46 minutos do primeiro tempo do jogo), porém, seu time foi derrotado por 4 x 2 para o Coritiba.

O Atletiba de n° 349, realizado no dia 22 de fevereiro de 2012 teve as seguintes particularidades. Foi o primeiro clássico realizado com a presença de apenas uma torcida, neste caso, como o mandante do jogo foi o rubro negro, apenas a sua torcida foi autorizada a acompanhar o confronto e com a realização de obras na Arena da Baixada, o Atlético realizou o seu mando de jogo no estádio Durival de Brito e Silva, sendo que neste estádio faziam 35 anos que não era realizado um atletiba, pois o último ocorreu no dia 23 de janeiro de 1977.

 

Polêmicas

Em um dos Atle-Tibas de 1925, o atleta alviverde Ninho lança a bola na área e o arqueiro atleticano a segura, mas não evita o choque com os atacantes coritibanos Gy e Pandu, que o empurram para dentro do gol (prática válida naquela época, pois o goleiro podia sofrer carga sem que isto fosse considerado uma infração à regra). O gol foi validado, mas, quem seria seu autor? Optou-se por Ninho, último atleta do Coritiba a tocar na bola.

Até 1949, os jogadores não utilizavam número nas camisas e, para piorar, os jornais não tinham acesso às súmulas oficiais das partidas. Por isso, os autores dos gols citados nos diversos jornais em circulação nem sempre coincidiam, sendo necessária uma análise detalhada dos relatos sobre o jogo, para se chegar a uma conclusão.

Em 1946, um Atle-Tiba teve duração de apenas 8 minutos e, por isso, não é contabilizado por alguns pesquisadores. Como a partida valia pelo campeonato Paranaense, foi contabilizada.

Em 1948, o Coritiba venceu o clássico por 2x1, mas, na seqüência, o Atlético recorreu ao STJD, que anulou a partida. Para efeito de campeonato, essa partida não teve validade, mas, como a mesma aconteceu de fato, ela foi contabilizada.

Coritiba e Atlético se enfrentaram 17 vezes em torneios de exibição, em partidas com duração reduzida. Por serem não oficiais, elas foram desconsideradas (ver tópico "Partidas não computadas").

Era prática muito comum, até a década de 1960, a realização de partidas amistosas em que havia a disputa de uma taça. Por isso, considerou-se "Torneio" apenas aquelas disputas em que, além da dupla Atle-Tiba, havia pelo menos mais uma equipe envolvida.

Atle-Tibas disputados pela "Copa Sesquicentenário"e "Copa 100 anos" foram contabilizados pois, apesar das duas equipes utilizarem atletas resevas ou de categorias de base, poderiam ter usado seu elenco titular.

 


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